sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Tudo vermelho...


Nas companhias aéreas do mundo todo. Quando o petróleo bateu a casa dos US$ 147, as empresas registraram sérios prejuízos. Entretanto, agora que o barril bate a casa dos US$ 80, elas podem respirar um pouco mais aliviadas, certo? Errado. A IATA (Asociação Internacional de Transporte Aéreo) informou que houve uma desaceleração no crescimento em 2008. Confira a evolução das taxas de crescimento do tráfego aéreo de passageiros, por região, em julho e agosto desse ano, respectivamente:

América do Norte: +4,2% / +5,2%

América Latina: +8,1% / +11,9%

Europa: +1,3% / +1,6%

Oriente Médio: +5,3% / +4,3%

Ásia / Pacífico: -0,5% / -3,1%

África: -0,7% / -5,0%

No consolidado geral, o crescimento passou de 1,9% em julho, para 1,3% em agosto. O CEO da IATA, Giovanni Bisignani, alerta que "medidas urgentes são necessárias", já que a crise financeira começa a se refletir na aviação mundial e as companhias áereas (associadas à IATA) já registram prejuízos da ordem de US$ 5,2 bilhões, ao longo de 2008.

O cenário não é menos vermelho para as companhias aéreas nacionais. O Querosene de Aviação (QAV), combustível das aeronaves que é ajustado mensalmente pela Petrobras, subiu 8,6% esse mês e acumula alta de 27% no ano. Aliado à isso, vem a alta do dólar, já que boa parte dos custos do setor são feitos na moeda americana e o crescimento dos vôos internacionais, que só esse ano foi de 35,9% entre as companhias nacionais, pode ficar razoavelmente comprometido.

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