terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Business and passion


Será que alguns setores da economia são tão apaixonantes como a aviação? A aviação é uma área deficitária desde sempre, exceto para as administradoras de aeroportos e para as fornecedoras de combustível. Todo o resto, no entanto, só se dá mal com qualquer baque.
Antes, eram os custos no geral que pesavam, leasing, salários, grande quantidade de pessoal. Depois vieram as low-cost, aí vislumbrou-se o lucro por alguns anos. Gol, Ryanair, Southweast. Balanços de por inveja à qualquer construtora (outra setor desde sempre desvantajoso). Mas aí veio o 11 de setembro, petróleo a US$10, 30, 40, 140 dólares o barril! Puf, tudo caiu de novo. Desde então as empresas estão na lama.
Mas a pergunta que não cala, como a aviação consegue ser tão adorada por tantas pessoas? Poucos setores são tão apaixonantes quanto a aviação, civil e militar. Nunca ouvi ninguém dizer que é apaixonado por controladoria. Ou pior, que adora auditoria! Ainda não ouvi também quem goste de petróleo ou trabalhar fabricação de cigarros, mas sei que existem! Só que eu acho que essas pessoas não tem muito senso de meio ambiente, nem de saúde. Talvez eu esteja errado.
Aviação é uma paixão e quase todo mundo que trabalha com ela adora. Sabia que existem milhares de fotógrafos especialistas em tirarem fotos de aviões! Isso mesmo, milhares! Muitos pais que levam os filhos pra irem ver aviões no aeroporto, visitar o cockpit do avião.
Eu não consigo entender o que me levou a gostar tanto de aviação, ou o que desperta a emoção no mundo profissional a ponto das pessoas adorarem um setor da economia.
Bom para as empresas, a emoção me sujeitaria a trabalhar e ganhar um pouco menos só pra estar onde eu gosto. Quanto mais emocionante para mim, mais econômico para elas!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Watch out!


Esses macacos se rebelaram contra o treinador. O macaquinho com o pau na mão chegou a quebrá-lo na cabeça do sujeito. Para bem ou mal, os macacos sabem usar instrumentos sim.
É o tipo de notícia que se lê e diz: que coisa, não?!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008


Chega final de ano e com ele vem todas as retrospectivas possíveis. Emissoras de TV, jornais, portais de internet, enfim, uma infinidade de memórias do ano que passou. A Rede TV! chega a publicar uma retrospectiva com as notícias mais importantes para cada um dos dias do ano!
Entrando na onda, qual terá sido então o fato que mais marcou o ano que se passou? Ouvi uma frase uma vez que dizia que a grande audiência só tem espaço para uma grande notícia por vez. Faz sentido. Veio a crise financeira, depois o caso Eloá, depois outras notícias que não lembro, depois as enchentes de Santa Catarina, isso citando apenas algumas notícias do segundo semestre.
Acredito que a notícia que mais marcará 2008, inclusive no futuro, é a crise financeira. Não menosprezando outros fatos de grande comoção e choque nacional como o caso Nardoni, mas a crise será muito lembrada justamente por ela também ocorrer com intensidade em 2009.
Será tema de muitos livros, muitas teorias econômicas, muitos debates, conferências. A crise financeira é um fato para lembrarmos durantes anos, décadas. Nós brasileiros sofremos pouco com a crise financeira e o presidente Lula, de uma certa forma, até tem razão nos seus discursos. Os europeus e americanos estão de cabelo em pé. É hora de adiar o work experience, intercâmbio e o trainee no exterior, até porque o dólar está um pouco caro.
Assim como em 2009 teremos muitas surpresas. Empresas irão unir operações, mudar de importância, surgirão novos players e outras irão falir. Será que no próximo ano iremos ver a quebra da General Motors e da Chrysler? Irá a Ford junto? Talvez o senado americano esteja também criando um suspense como fez a câmara com o pacote bilionário. A tolerância com o 'too big to fail' está acabando, assim como os recursos.
Bem ou mal, pelo menos o próximo ano começa com Obama. Pena não começar também com o Gabeira.
Não esqueçamos também que faltam 18 dias para o fim do ano. Nada de encurtá-lo fechando uma restrospectiva hoje, da mesma forma como não damos parabéns antecipadamente. Quem lembra da tsunami em 26 de dezembro de 2004? Aquilo sim foi bizarro.
Espero que a surpresa desse fim de ano seja um pouco mais alegre, mas prefiro não especular a respeito. Essa brincadeira de prever é com os economistas! E olha que eles já perderam muito dinheiro com ela.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Verdades do mundo corporativo

Seguem algumas máximas do mundo corporativo:

- Quanto mais você trabalha, mais você trabalha!
- Quanto menos tempo temos, mais coisas resolvemos.
- Relatórios são fechados sempre em cima da hora, geralmente a partir das 16:00 horas, nas quintas ou sextas-feiras.
- Nada é tão ruim que não possa piorar.
- Congressos em balneários serão sempre mais cheios que em cidades sem praia, independente dos palestrantes ou da importância do congresso.
- A principal vantagem das viagens corporativas são as milhas acumuladas, principalmente quando o destino é entendiante.
- Estagiários tem licença poética para fazer besteira.
- A culpa é sempre do estagiário.
- Não se mexe com um jabuti em cima da árvore.
- Perfeccionismo é um problema real. Seja quando vem de uma pessoa mentirosa, ou de outra irritantemente prestativa.
- Férias podem comprovar o quanto nós somos dispensáveis.
- "Errar é humano... Mas não é política da empresa perdoar, está demitido!"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Renas magras

Veja só você. Até o começo do ano, era só alegria! Dolar a quase R$1,50, Ibovespa beirando os 75 mil pontos, 'boom' imobiliário. Lá fora não era diferente, demanda por petróleo na estratosfera, China crescendo mais de 11% em 2007 e todo o mundo comprando e produzindo. Depois de maio as coisas foram mitigando. A bolsa foi murchando, as empresas anunciando prejuízos, o petróleo caindo. Em agosto foi o começo da quebradeira, o preço das hipotecas americanas lá embaixo, banco quebrando nos EUA e mais prejuízos bilionários das empresas. Em setembro e outubro foi quebradeira geral. O Lehman Brothers bateu as botas, a bolsa caia 15%, subia 10%, caia 15% de novo e ninguem se atrevia a fazer previsão. Os analistas ficavam calados, só falando que as incertezas e o período de instabilidade iria continuar, ou seja, segure-se quem puder. Muito executivo deve ter enfartado.
Agora que a poeira abaixou e o dolar subiu, nos demos conta que chegou o natal. Compras para ajudar o comércio. Alguns dizem que será um natal bom para os comerciantes brasileiros, outros dizem que será um natal apenas razoável. Nos EUA e na Europa vai ser um natal bem ruim, sem presentes, só lembracinhas. Também nada de carro novo, nem aqui, nem lá fora. As montadoras estão pedindo socorro ao governo americano e as vendas por lá caíram em torno de 35%. Tem montadora comemorando porque as suas vendas caíram apenas 30%, tendo ela ganhado participação! Afinal, vale tudo para tentar se desculpar do mau desempenho para os acionistas. Aqui no Brasil, alguns analistas dizem que nesse trimestre o PIB brasileiro pode encolher até 0,5% em relação ao anterior. Mas, convenhamos, quem acredita neles? 
O bom velinho poderia nos ajudar em como superar essa crise, já que ele passou por tantas outras. Só que nada de cobrar pelos conselhos, Papai Noel. Já gastamos muito dinheiro nos últimos anos com analistas incompetentes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Hollywood plus paparazzi

Como funciona essa indústria? Na teoria, um filme, ou novela, ou seriado funciona com a receita com publicidades que o mesmo tem, seja nos intervalos comerciais, nos merchandisings e/ou de outras formas "marketeiras". Um filme também depende majoritariamente da receita das bilheterias, já uma novela ou seriado da receita de publicidades. Existem outras fontes que vem crescendo em participação, como os DVDs. Mas mesmo assim, se ele não tiver sucesso no cinema ou na tv, provavelmente não irá vender de nenhuma outra forma, em nenhum outro canal. É o produto do setor de entretenimento.

Isso significa que esse setor precisa da atenção do telespectador, já que se o filme interessá-lo ele vai assistir no cinema ou na tv. Assim, todos os outros produtos em volta dele também tendem a vender, já que ele mexeu com a atenção do consumidor. Quem não queria viajar para Barcelona depois de assistir Vicky Cristina Barcelona, ou ter o mesmo celular do 007, se aquelas funções mirabolantes estiverem em um modelo à venda. Seja pelo status ou pela funcionalidade dos produtos em questão.

Mas quem vende esses produtos são os artistas. Essas celebridades são tão perfeitas e admiradas que saber um pouquinho mais da sua vida talvez seja uma idéia legal, por mais alienante que pareça. Disso vivem os paparazzi, da nossa curiosidade. Mesmo quando clicamos em uma notícia e criticamos o seu conteúdo e a sua (falta de) importância no contexto de nossas vidas, acredite, nosso clique foi contabilizado! E não são poucos cliques. E ao lermos a notícia, vemos o anúncio do Iphone ao lado que nos chamou atenção e adivinhe, (quando temos dinheiro) compramos! Uma das cantoras mais clicadas por paparazzis foi, justamente, a que mais vendeu CDs em 2008. A vida desregrada de Amy Winehouse já rendeu muitas capas de revistas. Nada mais óbvio que, de tanto vê-la na mídia, conferir seu trabalho. Gostando ou não, fomos lá ver!

Não estamos imunes a publicidade e ela não é negativa por si só. Produtos servem para facilitar nossas vidas em um determinado contexto. Servem para identificar nossos sentimentos, assim como várias teorias de Marketing explicam.

Portanto, o que seria da mídia sem os paparazzi? Será que iríamos nos contentar com as entrevistas das celebridades no Amaury Jr., onde todas elas dizem que estão maravilhosamente bem? Estamos todos fartos de semideuses! Ao mesmo tempo que a (falta de) utilidade das notícias chegou a níveis absurdos. Afinal, uma notícia do tipo: "Suri faz manha com Katie Holmes e pede colo a Tom Cruise" ganhar a capa de um portal de notícias é, no mínimo, bizarro.

A verdade é que, enquanto os artistas e seus mais acalourados fãs reclamam sozinhos dos paparazzis, a indústria vai muito bem (obrigado) com eles.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cai tudo


Inclusive o petróleo. O barril Brent já está sendo negociado a menos de 60 dólares (US$ 59,63) e o óleo cru, negociado em NY, próximo do mesmo patamar (US$ 62,73). Apesar da Opep (Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo) ter anunciado semana passada uma redução na oferta de 1,5 milhão de barris diários a partir de novembro, o preço continua caindo. A queda é boa para as empresas aéreas e as montadoras, principalmente para as primeiras. Por conseqüência, as companhias já cancelaram vários contratos de hedge, que fixavam o preço da commodity a fim de se proteger das suas oscilações positivas. Algumas aéreas estão inclusive reduzindo os preços das passagens. Assim, cai também o preço das viagens nacionais, já que em tempos de dólar alto, viajar para o exterior virou furada.