quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Renas magras

Veja só você. Até o começo do ano, era só alegria! Dolar a quase R$1,50, Ibovespa beirando os 75 mil pontos, 'boom' imobiliário. Lá fora não era diferente, demanda por petróleo na estratosfera, China crescendo mais de 11% em 2007 e todo o mundo comprando e produzindo. Depois de maio as coisas foram mitigando. A bolsa foi murchando, as empresas anunciando prejuízos, o petróleo caindo. Em agosto foi o começo da quebradeira, o preço das hipotecas americanas lá embaixo, banco quebrando nos EUA e mais prejuízos bilionários das empresas. Em setembro e outubro foi quebradeira geral. O Lehman Brothers bateu as botas, a bolsa caia 15%, subia 10%, caia 15% de novo e ninguem se atrevia a fazer previsão. Os analistas ficavam calados, só falando que as incertezas e o período de instabilidade iria continuar, ou seja, segure-se quem puder. Muito executivo deve ter enfartado.
Agora que a poeira abaixou e o dolar subiu, nos demos conta que chegou o natal. Compras para ajudar o comércio. Alguns dizem que será um natal bom para os comerciantes brasileiros, outros dizem que será um natal apenas razoável. Nos EUA e na Europa vai ser um natal bem ruim, sem presentes, só lembracinhas. Também nada de carro novo, nem aqui, nem lá fora. As montadoras estão pedindo socorro ao governo americano e as vendas por lá caíram em torno de 35%. Tem montadora comemorando porque as suas vendas caíram apenas 30%, tendo ela ganhado participação! Afinal, vale tudo para tentar se desculpar do mau desempenho para os acionistas. Aqui no Brasil, alguns analistas dizem que nesse trimestre o PIB brasileiro pode encolher até 0,5% em relação ao anterior. Mas, convenhamos, quem acredita neles? 
O bom velinho poderia nos ajudar em como superar essa crise, já que ele passou por tantas outras. Só que nada de cobrar pelos conselhos, Papai Noel. Já gastamos muito dinheiro nos últimos anos com analistas incompetentes.

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